Veja quais são os "novos culpados" pela obesidade.
Você vai se surpreender com alguns!
1 Falta de sono
Quando não dormimos direito, o cérebro tem de se desdobrar para se manter acordado no dia seguinte e isso requer energia. Os níveis de uma substância chamada grelina sobem e assim aumenta o desejo de comer.
Temos ainda outro ingrediente de peso nessa história: a leptina. Responsável por informar os neurônios sobre a necessidade de alimento, sua função é bastante prejudicada quando a noite é tumultuada.
Com tanta desarmonia, o metabolismo fica todo bagunçado e o organismo acaba pedindo mais combustível, o que colabora para que sobrem calorias.
Como se não bastasse, quanto mais gordinho estamos, pior a qualidade do repouso, o que agrava o nervosismo e a ansiedade, motivos que levam muitos a exagerar nas garfadas.
2 Estresse
O nervosismo faz aumentar os níveis de um hormônio conhecido como cortisol. Essa substância, por sua vez, aparece em diferentes estudos como uma das responsáveis pelo crescimento dos adipócitos, ou seja, das células de gordura do nosso corpo.
Para piorar, como em uma espécie de círculo vicioso, quando há adipócitos demais, os níveis de cortisol tendem a se elevar.
Assim, o estresse faz aumentar a barriga, que gera mais ansiedade, que faz crescer a cintura, que... Ufa!
3 Ar-condicionado
Quem diria que até mesmo ele pode estar por trás do ganho de peso? Isso ocorre porque nosso corpo acaba se acostumando com a temperatura ambiente, que é regulada pelo aparelho. Dessa maneira, o organismo não tem que gastar calorias para se ambientar às variações climáticas, ou seja, não precisa se aquecer quando está frio ou se resfriar em dias quentes.
4 Pouco cálcio O baixo consumo do mineral, que está presente nos produtos lácteos, interfere no desenvolvimento das nossas células de gordura (os adipócitos). Na falta do nutriente, há um desequilíbrio no organismo que faz os adipócitos incharem. No fim, o resultado dessa equação pode disparar o ponteiro da balança.
Além disso, o cálcio faz com que parte das moléculas engorduradas seja varrida para fora do organismo. Na sua falta, portanto, crescem as chances do acúmulo de gordura.
5 Gordura trans Não poderia ser diferente, aqui ela aparece no mesmo papel de vilã de sempre. A substância, que ainda está na formulação de algumas margarinas, sorvetes e biscoitos, tem sido apontada como culpada pela obesidade. É que ela interfere em alguns hormônios, caso da insulina, que facilitam o ganho de peso.
6 Cesárea
Infelizmente, é cada vez maior o número desse tipo de parto no Brasil. Mas, afinal, o que isso tem a ver com os quilos extras?
Para começar, em muitos casos, os bebês acabam nascendo antes de completar as 40 semanas e não atingem um bom peso. Existem teorias – a mais conhecida é a chamada de Hipótese Barker – de que o recém-nascido de baixo peso é forte candidato à obesidade com o passar dos anos. Seu organismo aprenderia a lidar, desde muito cedo, com a situação de escassez constante, o que faria o bebê utilizar qualquer ínfimo suprimento como reserva de energia. Não desperdiça nada. Esse mecanismo de defesa é a receita certeira para grandes estoques de gordura no futuro.
Obesidade na ponta da língua!
Um estudo inédito realizado na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, acaba de estabelecer uma conexão entre paladar e sobrepeso. Os cientistas implantaram eletrodos no cérebro de ratos e analisaram seus impulsos cerebrais enquanto se alimentavam. “As cobaias obesas apresentaram resposta reduzida aos estímulos gustativos”, confirma o autor
do estudo, Andras Hajnal. Embora ainda não esteja comprovado, o cientista suspeita que abusar dos alimentos doces e gordurosos diminua gradualmente essa sensibilidade e, consequentemente, o prazer de se alimentar, o que faria o indivíduo comer mais. Por via das dúvidas, o ideal é maneirar na sobremesa.
Emagreça de verdade!
Veja porque alguns alimentos considerados ícones quando o assunto é dieta, ás vezes não surtem o efeito desejado.
MAÇÃ
Ela é praticamente o ícone número 1 da dieta. De fato, tem muitos nutrientes e fibras, que seguram o gatilho da fome. No entanto, há quem jure de pés juntos que a fruta deixa um buraco no estômago. Esse é o seu caso? Isso acontece porque, apesar do alto teor fibroso, trata-se de uma fonte de carboidratos simples, como a frutose, que é absorvida rapidamente pelo organismo. Um outro ponto a se considerar são as calorias: uma pequena maçã tem cerca de 70, enquanto uma grande, 100. E sabe quantas estão em uma banana nanica? 78! Ainda assim, coitada, o fruto da bananeira leva a fama de fazer engordar. Uma injustiça. Porque ele também é rico em fibras insolúveis, que mantêm a glicemia estável, driblando a fome e a produção excessiva de insulina. A banana é capaz até mesmo de dar maior saciedade do que a popular maçã por apresentar mais amido (um carboidrato complexo, presente em maior quantidade nas menos maduras) e uma textura encorpada. E não pára por aí: a banana preserva a saúde da flora intestinal e contém vitamina B6, que alivia sintomas da TPM. Assada com canela na forma de sobremesa, é uma ótima pedida para o paladar de quem não dispensa um sabor adocicado ao final da refeição.
QUEIJO BRANCO
Quem nunca apostou num sanduíche mega-recheado de queijo branco como refeição magrinha? Xiiiii, você sabe quantas calorias tem o queijo branco? Uma fatia do tipo minas (30 g) soma 66. Já 1 porção fina (15 g) de mussarela tem 46 e uma grossa (30 g), 92. Ou seja, o branco não é tão econômico assim e acaba pesando no prato por uma simples razão: Esse tipo é geralmente cortado em fatias bem grossas e, no final, as pessoas acabam comendo muito, alerta Cynthia. Basta lembrar o tamanho dos sanduíches feitos em lanchonetes ou padarias que levam o tal recheio eles são bem grandinhos. Além disso, o queijo branco (assim como a mussarela e o queijo prato) também é rico em gorduras saturadas (que podem fazer mal à saúde, principalmente a do coração, quando consumido em excesso). Pudera, é feito com leite integral. Tem também um teor alto de sódio, que provoca hipertensão. Atenção: ninguém aqui está sugerindo que você exclua o queijo branco do cardápio. Mas dê preferência à versão light e limite sua quota a 2 fatias finas por vez. Vale até mesmo optar por 2 pedaços também fioas de queijo mussarela vez ou outra. Melhor mesmo é apostar na variedade, alternando com o peito de peru ou presunto (sem capa de gordura), acompanhado de itens mais leves, como 1 colher de sopa rasa de requeijão light (40 cal) ou de margarina light (32 cal) ou de maionese light (29 cal).
TORRADA
Muita gente desistiu do pão por achar que ele é um tremendo vilão, mas se esbalda com torrada afinal, ela está muito associada a regime. O motivo? Mistéeeerio... Na verdade, torrada é pão sem água. Acontece que a água ajuda a saciar mais. Logo, um pão, no caso, doma mais o apetite do que uma torrada. Seu teor crocante é outro fator que gera uma certa compulsão basta lembrar dos salgadinhos de pacote. Não precisa cortar esse ingrediente do menu. Só é preciso comer com consciência. E saber que o pão pode entrar, sim, na sua dieta, de preferência na forma integral. Alguns dados: 1 torrada light tem em média 35 calorias, enquanto 1 fatia de pão integral light, 50.
CHOCOLATE DIET
Basta aparecer o termo diet na embalagem de um produto para associá-lo a um alimento inofensivo. Errado. No caso do chocolate diet, só não tem açúcar e é voltado para quem não pode consumir esse ingrediente. Porém, para compensar a falta do componente açucarado, a barrinha apresenta na fórmula maior teor de gordura. Do contrário, a consistência não seria a mesma. Logo, a versão diet não é nada indicada para quem quer emagrecer. Já o chocolate light, esse sim tem redução de no mínimo 25% nas calorias em relação à versão original. Porém, cada fabricante decide o quanto, podendo diminuir até mesmo mais do que o normal. Se o seu objetivo for adoçar a boca, vale a pena apostar numa barra pequena (de 20 a 30 g), mas dê preferência ao chocolate amargo mesmo que não seja light. É que ele, sem a menor sombra de dúvida, sacia a fome e reduz a vontade por doce, além de ser riquíssimo em antioxidantes, que ajudam a manter a saúde em alta.
SUQUINHO
Se for para acompanhar a refeição, muito cuidado nessa hora. Prefira os tipos naturais não tão concentrados, como maracujá, acerola, limão. Os de melancia, abacaxi, açaí e os combinados de frutas, além dos clássicos laranja e tangerina, também são saudáveis. No entanto, como entram muitas fatias ou várias unidades da fruta, a bebida, no final das contas, acaba pesando na balança. Na hora do almoço ou do jantar, vale recorrer aos sucos prontos de caloria reduzida. Eles não são tão nutritivos como os naturais e feitos na hora, mas certamente são uma alternativa mais vantajosa do que os refrigerantes lights. Agora, se quiser recorrer ao suco como lanche da tarde, aí sim vale se deliciar com aquele preparado com a fruta de sua preferência, mas sem açúcar, claro.
Palavra de especialista
Qual a melhor dieta para emagrecer e continuar magro? Essa é uma pergunta muito freqüente. Há quem responda que é a pobre em carboidratos, outros dizem que é aquela com pouca gordura e outros ainda (e eu me coloco entre estes) defendem que é a equilibrada. Sem falar naquelas excêntricas que surgem a toda hora, como a da Lua, do tipo sangüíneo, de Beverly Hills etc. A meu ver, mais importante que o tipo de regime é a postura que a pessoa tem diante do alimento. Para um bom resultado quanto ao peso final (o que significa mantê-lo pelo resto da vida), é necessário controlar o que se põe no prato. Explicando melhor: por uma série de motivos (químicos, hormonais e psíquicos), pessoas com excesso de peso tendem a ser dominadas pela comida. Se elas reparam no que ingerem, emagrecem e mantêm o novo peso. Prova disso é que o simples fato de anotar os itens do cardápio, como costumo recomendar, leva ao emagrecimento. Então, preste atenção no que você come e coma de tudo!
Alfredo Halpern, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e autor do livro Dieta dos Pontos
Receitas light
Frango à parmiggiana
Ingredientes
• 2 filés (240 g) de peito de frango
• 1 col. (chá) de azeite (para pincelar)
• 4 castanhas-do-pará trituradas (ou 2 col./sopa de farinha de rosca de pão integral)
• 1 col. (sopa) de queijo parmesão light ralado
• Suco de 1 limão
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
• 2 fatias de mussarela light
• 1 xíc. (chá) de molho de tomate fresco
• 1 col. (chá) de orégano
Modo de fazer
Tempere os filés com o limão, o sal e a pimenta. Pincele o azeite e povilhe a castanha-do-pará (ou a farinha de rosca). Forre uma assadeira com papel-alumínio e coloque os filés. Leve ao forno, preaquecido a 180ºC, por 20 minutos ou até dourar. Retire do forno, cubra com a mussarela e regue com o molho de tomate. Polvilhe o orégano e o parmesão. Volte ao forno por 10 minutos ou até gratinar. Sirva com salada.
Tempo de preparo: 10 minutos
Rende: 2 porções
Calorias por porção: 316 (o tradicional tem 476)
Salada francesinha
Ingredientes
• 1 prato (sobremesa) de alface lisa (ou mimosa)
• ½ xíc. (chá) de feijão-branco cozido (ou ervilha fresca cozida)
• 3 azeitonas pretas
• 6 tomates-cereja cortados ao meio
• ½ lata de atum light
• Folhas de salsa
• 4 col. (sopa) de croûton (cubos de pão torrado com azeite e orégano)
Monte a salada
Num prato, coloque a alface, o feijão, a azeitona e o tomate. Junte o atum, a salsa e o croûton. Regue com o tempero que preferir. Sirva em seguida.
Rende: 2 porções
Calorias por porção: 210 (sem o molho)
Suflê romeu-e-julieta
Ingredientes
• 3 claras
• 1/2 vidro (125 g) de doce de goiaba light
• 4 col. (sopa) de requeijão light (para acompanhar)
Modo de fazer
Bata as claras em neve até que fiquem firmes. Desligue a batedeira e misture o doce de goiaba delicadamente, com o auxílio de uma colher. Distribua a mistura em refratários individuais para suflê. Leve ao forno médio preaquecido e asse por 8 minutos ou até o suflê estufar. Sirva quente com requeijão light por cima.
Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 4 porções
Calorias por porção: 55 (o tradicional tem 150 calorias)
Fonte: Revista Saúde, revista Boa Forma






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