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22/02/10

Alimentos antioxidantes e a nutrição cerebral

Será que algum nutriente pode potencializar o raciocínio?
Embora uma dieta balanceada surta efeito sobre as funções cognitivas, é difícil afirmar isso com todas as letras.
Comer para se tornar mais inteligente é mito, afirma Tasso Moraes e Santos, professor de bioquímica e metabolismo da Universidade Federal de Minas Gerais.
Os nutrientes atuam no funcionamento cerebral como um todo.
Não se pode dizer que sejam mais importantes para a inteligência, pondera o neurologista Paulo Caramelli.
No entanto, se a pretensão é ficar mais atento, alimentos como o chocolate ajudam.
Ele deixa o indivíduo mais desperto porque combina carboidratos e gordura, diz a nutricionista Gláucia Pivi.
E há também a boa e velha cafeína, que, consumida com moderação, estimula a atividade cerebral.
Também há uma estreita ligação entre os neurotransmissores com as proteínas, tanto que muitos desses mensageiros químicos são produzidos por elas, explica Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco.
É o próprio aminoácido o produto final da digestão da proteína que exerce a função de neurotransmissor .

Um bom exemplo: para fabricar a serotonina, famosa por promover a sensação de bem-estar, o organismo precisa de um aminoácido chamado triptofano.
Assim, ingerir alimentos como feijão e grão-de-bico, ricos nessa substância, contribui para afastar a tristeza e a depressão.

Previnindo Mal de Parkinson e Alzheimer
Invista no ômega-3, presente nos peixes de água fria.
Um estudo da Universidade Laval, no Canadá, comprova: esse nutriente reduz os riscos do mal de Parkinson, caracterizado pela morte de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina.
O ômega-3 dispara mecanismos antioxidativos que protegem essas células, diz Frederic Calon, um dos autores do trabalho. Já pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que um tipo específico de ômega-3, identificado pela sigla DHA encontrado nas fontes já citadas dessa gordura , previne Alzheimer.
O DHA aumenta a fabricação de uma proteína que, em baixos níveis, contribui para a doença, justifica o líder do estudo, Greg Cole.

Alimente seu cérebro

• Nozes

• Frutas como morango e maçã

• Verduras como brócolis e espinafre

• Legumes de cor amarela e alaranjada

• Frutas cítricas

Muito cuidado com a carne!

O recado vai para os carnívoros irredutíveis: é no seu alimento predileto que se formam as aminas heterocíclicas, compostos que estariam por trás da degradação dos neurônios.
Três fatores favorecem a aparição dessas substâncias: o tipo de carne, a temperatura a que ela é exposta e o tempo de preparo.
Segundo pesquisas citadas por Cícero Galli Coimbra, o peito de frango grelhado, sem pele e bem passado é o maior depósito dessas aminas.
Em segundo lugar, vem a carne bovina e, em terceiro, a suína.
Os mais saudáveis são os peixes, desde que não fiquem demais no fogo.
Fãs de comida japonesa, comemorem: o sashimi, cru, está mais do que aprovado!

Modo de preparo saudável da carne
Você é do tipo que não abre mão de carne de jeito nenhum?
Então siga estas sugestões de modos de preparo menos nocivos para o cérebro, segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra. Pela ordem, são os seguintes:

1. Vapor ou ensopado

2. Panela de pressão

3. Ao forno (do fogão)

4. Fritura

5. Churrasco

Fonte: Revista Saúde

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