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10/03/10

Gordura no fígado? A nutrição previne!

Dentro de uma barriguinha saliente costuma se esconder um fígado obeso.
Comparável a um verdadeiro complexo industrial, esse órgão produz, estoca e transforma substâncias vitais ao corpo.
Mas, quando suas células ficam acima do peso, a nossa maior glândula pode trilhar o caminho da falência.
Pior: os pesquisadores revelam que esse regime de engorda faz companhia a outros distúrbios sérios.
Um time da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de apontar que a esteatose hepática, o nome científico da gordura instalada ali, é um marcador de risco importante para o diabete tipo 2 e a formação de placas que entopem as artérias.
“Tanto a gordura que se acumula no abdômen quanto aquela que se deposita em excesso no fígado contribuem com esses males”, justifica,o professor americano Samuel Klein.
A doença hepática gordurosa não alcoólica — denominação ainda mais complicada do infortúnio responsável pela esteatose — já é encarada como um problema em ascensão, já que pega carona na pandemia de obesidade que, vale frisar, não poupa o Brasil.
“Fizemos um estudo com mais de 9 mil pessoas submetidas a exames de ultrassom e verifi camos que quase 20% delas apresentavam a esteatose”, lamenta o hepatologista Edson Parise, professor da Universidade Federal de São Paulo.
Se o grupo de investigados fosse formado por obesos mórbidos, a estimativa é que o número subiria para 92%.
“Hoje esse acúmulo de gordura é o mal mais diagnosticado no consultório do hepatologista, o médico do fígado”, afirma o especialista Hoel Sette Júnior, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.

Com a idade, multiplicam-se as chances de o indivíduo carregar o transtorno, muito bem instalado dentro de uma pança proeminente.
Mas o que assusta mesmo é a tendência de cada vez mais jovens serem surpreendidos com um fígado cheio de gordura.
“A prevalência tem aumentado até mesmo entre crianças e adolescentes justamente por causa do crescimento da obesidade”, diz Klein.
De quem é a culpa?
Você já deve saber: sedentarismo, dieta exageradamente calórica e uma pitada, só uma pitada, da influência dos genes.

Gordura que não amola?
Ao contrário daquele pneuzinho que insiste em sobrar para fora da calça, o contínuo depósito de gordura no fígado não aparece no espelho.
A esteatose nem sequer levanta suspeitas, como dores ou enjoos.
É sorrateira graças à capacidade do fígado de suportar anos de intempéries sem dar um grito de socorro.
“É como se ele contasse com uma grande reserva e só deixasse de funcionar direito depois de muitos estragos”, explica a hepatologista Edna Strauss, da Universidade de São Paulo.
Ou seja, embora algumas das suas células estejam prestes a pedir concordata por excesso de gordura, outras tantas estão de prontidão para suprir a demanda extra.

Além disso, o fígado é privilegiado no quesito regeneração — vantagem que ele perde à medida que estufa e fica sujeito a inflamações.
“A glândula preserva suas atividades mesmo se estiver apenas com 30% de sua capacidade de funcionamento”, diz Edna.
O drama é que, despercebida por muito tempo, a esteatose se converte numa espécie de hepatite, que, mais tarde, pode gerar uma cirrose — ou predispor ao surgimento de um tumor.
“Nesse estágio, o fígado atrofia e fica cheio de cicatrizes”, descreve Hoel Sette Júnior. Em quanto tempo se consumam os danos?
“A evolução para uma cirrose pode durar entre 20 e 30 anos”, calcula Parise.

Para conter o surto de esteatose que já está por aí, os hepatologistas se sentem na obrigação de conscientizar a população e ensinar como prevenir ou vencer o mal, que, tempos atrás, foi considerado inofensivo.
Há quem acredite que uma excelente medida é acrescentar um ultrassom do abdômen ao bom e velho checkup anual.
As pessoas que vivem acima do peso, têm níveis elevados de colesterol e triglicérides ou ainda diabete devem antecipar sua visita ao médico. O recado se estende à garotada.
“Crianças que apresentam esteatose na primeira década de vida e não são tratadas podem desenvolver uma cirrose aos 30 ou 40 anos”, alerta a hepatologista Helma Cotrim, da Universidade Federal da Bahia.

Esteja em plena juventude ou na maturidade, todo mundo é capaz de botar a esteatose pra correr.
Quanto mais leve é o grau do problema — isto é, quanto menos gordura o fígado estocar —, mais simples será a solução.
“Até mesmo um quadro de maior gravidade, em que há inflamações na glândula, pode regredir”, esclarece Helma.
Como obter essa façanha ou, melhor ainda, nunca portar um órgão balofo? A panacéia não está à venda, porque não se encontra na fórmula de um medicamento específico.
Para variar: está na combinação entre dieta equilibrada e exercícios físicos (veja o quadro nos complementos da matéria).
Uma pesquisa da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, atesta que praticar atividades aeróbicas como a corrida regularmente evita o armazenamento de gordura na glândula.

Drogas que atenuam a resistência à insulina às vezes são convocados para auxiliar a desinflar o fígado obeso.
“Mas as drogas são apenas coadjuvantes”, ressalta Sette Júnior.
A ciência já confirmou que, não tem jeito, o melhor remédio — comprado com muita força de vontade, ninguém nega — é se alimentar direito e suar a camisa.
Só assim dá para secar a barriga e, de bônus — e que bônus! — ganhar um fígado com porte atlético, que nunca deixará a desejar.

Nutrição adequada previne a doença?

Invista nas fibras:
A aveia, o farelo de trigo, as massas integrais, as frutas e as verduras são exemplos de fontes dessas substâncias que se revelam grandes aliadas de um fígado em forma.

Aposte nas gorduras do bem:
Estamos falando dos ácidos graxos monoinsaturados e dos parceiros polinsaturados.
Com o perdão dos palavrões, são essas as gorduras que merecem respeito porque ajudam o fígado emagrecer.

Conte com eles: os antioxidantes
Ícones de qualquer alimentação balanceada, os vegetais são os principais reservatórios das substâncias que enfrentam os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo - e o fígado.

Atenção ao álcool:
Eis um assunto que merece bastante cautela.
Quando o fígado engorda mas ainda não se tornou refém inflamações - só nesses casos -, pode-se tomar até uma taça de vinho tinto (de 100 a 200 mililitros) por dia.

Perca peso, mas vá devagar:
É necessário manter o rigor - aliando a dieta à prática de exercícios físicos - para emagrecer, mas é loucura tentar mandar para o espaço quilos e quilos num curto espaço de tempo.

Maneire no carboidrato:
"Ele é o grande vilão da história", define a nutricionista Luciana de Carvalho, do departamento de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo.
"Isso não significa que pães e massas devam ser abolidos do dia-a-dia", esclarece a especialista.
"Mas é preciso consumi-los com moderação."

Cuidado com algumas gorduras:
Quem se abarrota de carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados leva para dentro do organismo um batalhão de gorduras saturada e trans.
Daí, a silhueta e, claro, o fígado engordam.

Fonte: Revista Saúde

09/03/10

Cuidado, vilões da nutrição não dão ibope!

08/03/10

Emagreça com a dieta antioxidante

As frutas vermelhas lideram a lista dos heróis dessa dieta.
Ricas em antioxidantes – anti-inflamatórios naturais –, ajudam você a emagrecer sem perder energia.
Sua pele também fica outra: adeus, rugas e celulite!

Massa e doce engordam e, socorro, envelhecem!
Pior: existem outros alimentos que, consumidos em excesso, provocam uma espécie de inflamação nas nossas células, impedindo que exerçam bem suas funções.
Aí os prejuízos vêm de baciada: falta de disposição, resistência baixa, rugas e excesso de peso.
Agora um pouco de notícia boa: a ciência descobriu várias comidinhas que, ao contrário dos alimentos aí de cima, têm ação anti-inflamatória.
Ou seja, ajudam você a recuperar o pique e a pele lisa, além de emagrecer.
O assunto é destaque nos atuais congressos de nutrição.
“As pesquisas indicam que a inflamação celular está na origem de várias doenças, como diabetes e obesidade”, diz a nutricionista Andréia Naves, diretora da VP Consultoria em Nutrição, em São Paulo.
O americano Nicholas Perricone, dermatologista preferido de estrelas como Julia Roberts e Jennifer Aniston, também associa o consumo excessivo de alimentos pró-inflamatórios (que provocam inflamação) à pele flácida e enrugada.
Isso porque as células comprometidas têm dificuldade em se renovar.

Quais são os principais vilões? No topo da lista estão os alimentos com alto índice glicêmico (açúcar, pães e massas feitos com farinha branca).
No momento em que caem no estômago, são transformados em glicose, aumentando a taxa de açúcar no sangue num piscar de olhos, o que faz disparar a produção de insulina.
Esse hormônio é responsável em transportar o açúcar circulante para dentro das células.
Mas, liberado depressa demais, tem efeito inflamatório, além de fazer o organismo estocar gordura.
Daí para estabelecer o ciclo vicioso de mais inflamação é um pulo:
“A gordura corporal, principalmente aquela acumulada na barriga, estimula a produção de radicais livres, também consideradas substâncias inflamatórias”, explica o nutrólogo carioca Alberto Serfaty.
A situação é ainda mais grave se você adora fritura e comidinhas ricas em gordura saturada ou trans.

Reverter o quadro e manter as células saudáveis é fácil.
Mas você precisa investir nos alimentos anti-inflamatórios – grandes aliados na batalha contra os quilinhos extras e a pele opaca.
Frutas vermelhas, castanhas, peixes e folhas verde-escuras são os itens que mais aparecem nessa dieta.
Para completar seu programa antioxidante, evite o excesso de sol, fuja de ambientes muito poluídos e se empenhe de fato em controlar o stress do dia a dia.

Heróis da Dieta antioxidante

O consumo de alimentos anti-inflamatórios, segundo Andréia Naves, deve se tornar um hábito diário.
Acerte também nas porções.

Veja quanto comer de cada item se não quiser seguir a dieta pronta:

Azeite de oliva extravirgem: além de ter propriedades anti-inflamatórias, é essencial para a absorção dos antioxidantes anti-inflamatórios presentes nas verduras.
Porção: 1 colher de sopa de azeite por dia.

Aveia: suas fibras ajudam a reduzir o açúcar no sangue e, por isso, é um cereal aliado no processo anti-inflamatório.
Porção: 2 colheres de sopa de farelo de aveia.

Brócolis: contêm fitonutrientes que potencializam os sistemas antioxidantes de defesa do organismo.
Porção: ½ xícara de chá por dia.

Chá verde: tem substâncias antioxidantes (as catequinas), além de ações termogênica (acelera o metabolismo) e oxidativa das gorduras (evita a absorção da gordura). Os estudos ainda mostram que o chá verde diminui o açúcar no sangue.
Porção: 5 xícaras de chá por dia.

Frutas vermelhas: são as queridinhas dessa dieta. Carregam uma quantidade enorme de antocianinas, substâncias antioxidantes com poder anti-inflamatório. Opções: ameixa, amora, morango, açaí, acerola, framboesa, goiaba vermelha.
Porção: 1 xícara de chá por dia.

Bolinho de espinafre e aveia

Ingredientes

• 1 maço de folhas de espinafre picadas
• 3 col. ( sopa) de queijo parmesão ralado
• 3 claras
• 1 cebola picada
• 2 dentes de alho picados
• 3 col. (sopa) de azeite
• 1 xíc. (chá) de aveia em flocos finos
• 1 col. (café) de fermento em pó
• Sal a gosto
• Noz-moscada a gosto

Modo de fazer
Aqueça bem uma frigideira e refogue a cebola e o alho no azeite.
Junte o espinafre e refogue-o até murchar e secar a água do fundo da frigideira.
Deixe esfriar.
Transfira-o para uma tigela, acrescente o restante dos ingredientes e misture bem.
Divida a massa em 15 porções iguais e achate-as como um hambúrguer.
Aqueça uma frigideira antiaderente e grelhe os bolinhos dos dois lados até dourar.
Sirva em seguida.

Suco de frutas vermelhas

Ingredientes
• 1 fatia grossa de melancia
• 10 morangos
• 10 uvas rubi (sem as sementes)

Modo de fazer
Bata as frutas no liquidificador.
Coe se achar necessário. Beba em seguida.

Rendimento: 1 copo
Calorias por copo: 153

Fonte: Revista Boa Forma

Vitamina D: Por uma vida longa e saudável

A gente não cansa de ouvir e ler que a receita para uma vida longa e cheia de saúde deve incluir uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, sono em dia e cuca fresca.
Hoje, porém, muito cientista sério acrescentaria a essa lista a vitamina D, uma substância que, com tantas qualidades elencadas nos tempos muito recentes, tem despertado o interesse de pesquisadores de várias áreas - de nutricionistas a bioquímicos.
Só para ter uma idéia, o PubMed, biblioteca virtual da medicina, que pertence ao governo americano e armazena artigos científicos de todo o globo, registrou em apenas um ano mais de mil estudos sobre funções recém-descobertas dessa molécula.
E ela é muito mais importante do que se desconfiava.
Um desses trabalhos, que acaba de sair na revista científica Archives of Internal Medicine, revela que níveis adequados de vitamina D esticam mesmo a expectativa de vida.
A pesquisa avaliou mais de 13 mil homens e mulheres.
Quem estava com taxas insuficientes da substância apresentou um risco de morte das mais variadas causas 26% maior em relação aos indivíduos com altos índices da molécula.
“A vitamina D está envolvida em vários processos no organismo, participando inclusive da homeostase, o equilíbrio interno de todas as funções do corpo”, justifica a nutricionista Lígia Martini, da Universidade de São Paulo.

Já uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, analisou o papel do nutriente em diversos tecidos do corpo, literalmente da cabeça aos pés.
Seu autor, o bioquímico Anthony Norman, quis mostrar que os benefícios da vitamina D, que no nosso imaginário ainda é mais associada ao fortalecimento dos ossos, vão muito além desse papel.
Agora sabemos que a vitamina D atua no sistema imune, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas".
“Atualmente, essa vitamina é considerada um potente modulador das células de defesa”, diz a nutricionista Marianna Unger, doutoranda em nefrologia pela USP.
Em outras palavras, estimula a atividade das células imunológicas quando elas precisam entrar em ação.

Vitamina polivalente

Boas doses de vitamina D são, ainda, sinônimo de peito forte.
Isso porque ela controla as contrações do músculo cardíaco, vitais para o bombeamento de sangue.
Sem contar que, em níveis desejáveis, mantém a pressão arterial em dia.
A razão é simples: inibe lá nos rins a síntese de renina, uma enzima envolvida na secreção de um hormônio que faz a pressão disparar.
Por falar em hormônio, a insulina, que bota o açúcar para dentro das células, é mais uma substância que depende da ação adequada da vitamina D.
“Ela estimula o pâncreas a produzi-la”, diz Lígia Martini.
De quebra, a vitamina torna a insulina mais sensível ao açúcar.
Assim, taxas reduzidas podem estar relacionadas à síndrome metabólica, que engloba hipertensão, obesidade, colesterol ruim elevado e resistência insulínica.

Bem longe do câncer

No caso do câncer, desconfia-se que a vitamina D regule genes vinculados à proliferação celular na mama, no cólon e na próstata.
Esse batalhão genético se encarrega de outra missão: induzir o suicídio de células malignas, a apoptose.
“A vitamina também comanda genes que inibem a angiogênese, a formação de vasos que alimentam o tumor”, diz Marianna.
Ou seja, age contra o câncer em várias frentes.
“Em muitos casos, mulheres com câncer de mama apresentam uma dosagem deficiente de vitamina D”, revela a oncologista Maria Aparecida Koike Folgueira, da USP. E talvez não seja mera coincidência.

Sem mal de Parkinson

O mesmo déficit pode estar por trás de problemas como o Parkinson, que provoca tremores involuntários.
Esse elo foi verificado por cientistas da Universidade Emory, nos Estados Unidos. Os portadores do mal tinham uma carência acentuada do nutriente.
“A hipótese é que a vitamina D ofereça uma maior proteção aos neurônios ameaçados pelo Parkinson”, conta a neurologista Marly de Albuquerque, da Universidade Federal de São Paulo.

Vitamina ensolarada

A falta do nutriente talvez se explique pelo fato de a população se expor cada vez menos ao sol, até mesmo no Brasil. Foi o que mostrou um trabalho da nutricionista Marianna Unger.
O estudo avaliou 619 indivíduos considerados saudáveis.
“Cerca de 80% deles tinham níveis insuficientes de vitamina D após o inverno”, diz a pesquisadora.
“Depois do verão, a proporção de indivíduos com carência caiu para 39,6%, índice muito elevado para um país ensolarado como o nosso.”

Importante: o medo do câncer de pele não pode servir como desculpa para evitar os raios solares.
“Os protetores não impedem que tenhamos uma quantidade adequada de vitamina D”, afirma o dermatologista Marcus Maia, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Depois dos 50…
...A vitamina D se torna ainda mais fundamental. Isso porque a partir dessa idade os ossos tendem a se desmineralizar em um ritmo acelerado, aumentando o risco de osteoporose.
Além disso, o corpo perde massa muscular, o que favorece a ocorrência de quedas e até de certa dificuldade de locomoção.
“O problema é que nessa idade a pele tem uma menor capacidade de síntese da vitamina”, diz Rodolfo Herberto Schneider, geriatra da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Por isso, muitos especialistas preconizam doses mais elevadas da substância, prescrevendo, de acordo com o caso, até mesmo a suplementação.

Áreas de atuação da vitamina D no corpo

• Cartilagens
• Células produtoras de insulina
• Cérebro
• Coração
• Desenvolvimento do embrião
• Estômago
• Fígado
• Folículo capilar
• Formação da placenta
• Funcionamento da musculatura
• Glândula supra-renal
• Hipófise
• Inibidores do câncer
• Intestino
• Mamas
• Medula óssea
• Ossos
• Ovários
• Paratireóide
• Parótida
• Pele
• Próstata
• Pulmões
• Retina
• Rins
• Sistema imunológico
• Tecido adiposo
• Testículos
• Timo
• Tireóide
• Útero

Fonte: Revista Saúde

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